quarta-feira, 15 de agosto de 2012

FERNÃO CAPELO GAIVOTA


"A história de Fernão Capelo Gaivota possui várias faces, mas ao mesmo tempo carrega uma crítica à sociedade castradora, independente das décadas que atravessou. 

Esta crítica apresentada por Richard Bach dirige-se a vários aspectos sociais: na resistência ao novo, na imposição inquestionável de certas leis, nas limitações estabelecidas para o aprendizado, no conformismo, entre outros. 

Assim como na comunidade de Fernão Capelo, vivemos em uma sociedade que resiste profundamente às grandes mudanças culturais. 
Esta resistência tem origem no medo do que é novo. Nossa sociedade mascara seu medo estigmatizando, segregando e excluindo quem é diferente.

Mas se prestarmos um pouco de atenção, poderemos ver que o medo parte dos que detém o poder. Estes passam a impor regras, a tolher liberdades, a ousar limitar o pensamento e o aprendizado.
Em meio aos limites impostos pelos poderosos, a grande massa (de gaivotas ou de pessoas) se conforma, pois não tem acesso ao conhecimento.

Quando dentre à massa, surge alguém que ousa avançar no aprendizado e descobre algo novo e bom, também é excluído pela sociedade.
Os diferentes são colocados à margem da sociedade por serem justamente o que são: diferentes. Por terem se atrevido a contestar e a ir além
do que os poderosos impuseram.

Esta é a sociedade em que vivemos. Que não difere em quase nada da comunidade de Fernão Capelo Gaivota. É uma sociedade que ergue paredes ao nosso redor, que muitas vezes nos faz acreditar em verdades unilaterais.

Vivemos a coletividade que julga e segrega, que julga mal e cala, que julga e finge que não está julgando.
O mundo de hoje, que parece tão amplo e acessível para alguns poucos, simplesmente não existe para a grande maioria.

Raras são as ocasiões que nos oferecem mais do que um ponto de vista, pouquíssimas vezes conseguimos ir além do raso conhecimento.
E depois disso, falam que somos livres...
A liberdade, só pode vir quando acompanhada do conhecimento.
Mas como a liberdade pode vir, se o conhecimento não é ofertado a todos?

Não diria que a liberdade vem apenas da perfeição do conhecimento,
mas da profusão dele.
Entretanto, assim como Fernão Capelo Gaivota, acredito que somos idéias perfeitas e ilimitadas de liberdade, porque o perfeito vem da busca infinita pelo melhor".
por: Adelia Ester Maame

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