segunda-feira, 7 de agosto de 2017

É, eu tive que cair na real. Por mais que eu quisesse viver todos aqueles sonhos malucos
ao teu lado, eu tive que cair na real. Mesmo sem entender, sem compreender, sem saber
o porquê, eu tive que cair na real. E não, não é fácil, não é fácil ter que me acostumar
com a droga da tua ausência. Não é fácil acordar e não receber mais a tua mensagem
com o teu “bom dia” que fazia o meu dia bom. Não é fácil sorrir ou sair andando por aí.
Não, não é. Talvez seja pra ti, mas comigo é diferente. Eu sinto a tua falta.
O problema é que eu tive que cair na real, né? Tive que aceitar que tu não conseguia
seguir ao meu lado. Tive que cair na real e perceber que tu não queria mais voltar, mesmo
quando estendi os meus braços e fiz do meu abraço o teu lar. Eu tive que cair com a cara
no chão e perceber que tudo tinha sido em vão.
É, eu caí, caí, sim. Caí na real. Eu sinto saudade e isso é algo concreto em mim, nos
meus dias cinzas e nas vezes em que ouço aquela música e lembro de ti. Eu sinto
saudade quando não tenho para quem contar uma novidade, ou quando preciso
desabafar sobre o peso de ter que socializar. Eu sinto saudade de quando tu ficava me
ouvindo falar por horas e horas. É, eu sinto saudade e caí na real. E hoje só me restam
os contáveis sorrisos de quando fecho os olhos e nos enxergo lá, caindo... na cama.

É, eu tive que cair na real. Por mais que eu quisesse viver todos aqueles sonhos malucos ao teu lado, eu tive que cair na real. Mesmo sem e...